Teste desse post "home"

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Download do .DOC

Para quem acha mais confortavel ler no Word do que no Blog, pode baixar o .doc pelo 4shared.
http://www.4shared.com/file/232350066/124e6131/JOS5.html

Agradecimentos ao Bruno Zanette, que me imprestou a conta dele. -q

Capítulo 5 - De volta para casa(Wake me up and September Ends, Home Coming e Whatsername)

JesusOfSuburb tentou, mas não conseguiu dormir, se passaram algumas horas e ele só fica rolando de um lado para o outro da cama. Pensando em seu passa, no que tinha feito e no que ainda vai fazer. Ele levanta, o quarto do hotel está totalmente escuro e St.Jimmy está aparentemente dormindo. Caminha um pouco sem saber ao certo para onde está indo...

- Não consegue dormir? – St.Jimmy fala, ele parece estar na sua frente, mas não consegue vê-lo direito.
- Não, não consigo. Por que?
- Consciência pesada com alguma coisa?
- Nada que lhe interesse.
- Tudo ao seu respeito me interessa, ainda não percebeu? – St.Jimmy ri.
- Cale a boca! Por quê se interessa por mim? Quem é você para se meter na minha vida?
- Quem sou eu? Haha, eu sou quem você menos espera.
- Eu estou falando sério! – JesusOfSuburb aponta sua arma para St.Jimmy. – Estou cansando de você. Me fale, quem é você? Por que se interessa tanto por mim?
- Ficou brabinho é? Abaixe essa arma, não vai adiantar de nada.
- Pare de enrolar. – JesusOfSuburb continua apontando a arma para ele.
- Eu sou o que você mais odiava. Um punk revoltado que rouba e mata sem piedade. Mas caso não tenha percebido, você é exatamente igual a mim.
- Não! Não sou, eu não sou mal como você. Eu nunca matei ninguém, eu nunca se quer disparei essa arma!
- Não? Tem certeza, já vi você matando varias pessoas.
- O que? Está louco, eu nunca matei ninguém! Você mata as pessoas, não eu!
- Eu estou louco?

JesusOfSuburb acende a luz, está no banheiro de seu quarto no hotel, sozinho, se olhando no espelho. Está com o cabelo desarrumado, sem camisa e apontando sua arma para sua própria cabeça. Olha para suas tatuagens, para seu corpo, vê que se tornou o que mais odiava, o próprio Santo Jimmy. Seus olhos se enchem de lagrimas e ele abaixa a arma.

- No que eu me tornei? – Jimmy Jesus Armstrong pergunta para si mesmo. – Você nunca existiu não é? Você era simplesmente um fantasma que minha mente criou para afastar a solidão. Eu fiquei louco e as pessoas ao meu redor só aumentar essa loucura. Quando você matava, não era você, era eu. Quando nos roubávamos, não era nos, era apenas eu. Quando as pessoas olhavam para nos conversando, não era para nos, era apenas para mim, falando sozinho. Todos sabiam, todos viam, menos eu. Só eu não vi sua loucura, St.Jimmy, mas agora você acaba de se matar na minha frente!

Ele não ouve nenhuma resposta, ele está bem, bem consigo mesmo.

“Acho que finalmente chegou à hora de voltar para casa...”

Ele volta, algum tempo se passa, agora ele usa uma mistura entre o cabelo emo liso e o punk arrepiado, não apagou nenhuma de suas tatuagens, nem tirou nenhum piercing. Já está se dando bem com sua mãe e seu padrasto. Consegue terminar o colégio e está tentando montar uma banda de Punk Rock para tocar em pequenos bares e pubs da região.

“Eu ainda sinto falta de meu pai, ele era um homem muito bom, e morreu lutando pelo que defendia, agora só tento superar a falta dele. Em geral, não me arrependo de nada que fiz, acho que tudo que fiz fez eu me tornar quem eu sou hoje. Agora tento sobreviver no mundo atual, tentando manter minhas raízes punks mas ao mesmo tempo tentando ser uma pessoa melhor. Mas eu ainda muito ando sozinho e ainda há muita coisa que quero fazer e não posso e muita coisa que tenho que fazer e não quero...”

Capítulo 4 - Quem é essa garota?(She’s a Rebel, Extraordinary Girl e Letterbomb)

Chegando a uma cidadezinha próxima, eles começam a rondá-la e ver os possíveis assaltos que pode fazer. Fizeram muito isso, passavam de cidade em cidade, roubavam lugar pequenos pegando apenas o necessário para viver e continuar sua viagem.

Aqui estavam eles, em mais uma cidade, em mais um mercadinho, em mais um assalto. Botaram suas mascaras e entrar no mercadinho. A primeira reação de JesusOfSuburb foi olhar a atendente, era uma bela garota, com as características que ele apreciava em uma garota antigamente. Ela era muito bonita, mas St.Jimmy o chama, eles pegaram o dinheiro e saem. Eles vão para um hotel bem simples, e começam a conversar.

- Eu vi como você olhou para aquela garota. – Diz St.Jimmy
- Ela... – JesusOfSuburb hesita em falar, mas acaba falando - Tem algo que me chama atenção...
- Eu sabia, sabe que ela também me chama atenção? Mas não ligo, pode ficar com ela.
- Nem quero, não vale a pena se aproximar dessas garotas.
- Eu sei o que você sente, não minta para mim. Foi amor à primeira vista? – St.Jimmy ri.

JesusOfSuburb não responde, troca de roupa e volta para o mercadinho. Ao chegar lá ele entra tímido, como não se sentia a muito tempo. Estava fingido procurar um produto, a tal atendente vem falar com ele.

- Olá, está procurando algo especifico? – Ela pergunta com uma voz doce.
- Estou... – Ele enrola. – Um... um, chocolate! – Ele improvisa.
- Um chocolate? É ali senhor. – Ela aponta para o outro balcão.
- Ah, obrigado! – Ele sorri, pega um chocolate e vai para o caixa.
- Ah, é... – Ela parece confusa, mas diz o preço e ele paga.
- Quer um pedaço? – Ele pergunta com um sorriso.
- Nossa, é que eu to meio sozinha aqui, acabamos de ser assaltado e meu pai que é dono daqui foi na policia dar depoimento...
- Uau, que ruim... – Ele abre o pacote e dá um pedaço do chocolate a ela.

Eles conversam mais um pouco e combinam de se encontrar daqui a pouco em um restaurante próximo. Ela vai para casa se arrumar e ele para o hotel fazer o mesmo.

- E ai, como foi a garota? – St.Jimmy pergunta.
- Vamos sair para jantar.
- Jantar? Você e uma garota? Você ainda não comeu ela? Não estou te reconhecendo Jesus... – St.Jimmy fala com um tom irônico.
- Cale a boca!

JesusOfSuburb se arruma, bota sua melhor roupa, que mesmo assim parece feia e sai. Os dois se encontram na frente de um restaurante, entram e pedem algo para comer.

- Aceita um vinho? – Ela pergunta.
- Vinho? Acho que nunca tomei vinho... pode ser! – Eles escolhem um vinho e pedem ao garçom.
- E ai... Tudo bem? – Ela ri.
- Tudo... E com você? – Ele fala desajeitado, não sabe lidar com uma garota daquele jeito.
- Estou bem. – Ela sorri, ele observa aquela linda garota a sua frente, tão fofa, mas ao mesmo tempo com um estilo rebelde. Ela era linda, ainda mais com aquele olhos azuis, ele não conseguia parar de olhar para eles.
- Quantos anos você tem? – Ele pergunta, tentando puxar algum assunto.
- 19 e você?
- Uau! Tenho só 17.
- 17? – Ela fica surpresa e fala alto. – Você parece bem mais velho.
- Fale baixo se não vou demorar um pouco mais para experimentar vinho. – Eles riem juntos.
- É serio, você parece ter uns 20 e poucos anos. O que você faz da vida?
- Eu? Eu... – Ele não sabe o que falar, a verdade? Não... – Eu moro em Nova York, estou aqui viajando com um amigo.
- Viajando nessa época? Você não estuda não?
- Estudo sim... Não sou dos mais espertos, mas estudo.

Ele já tinha desistido da escola a mais ou menos um ano, mas naquele momento, sentiu vontade de voltar a estudar. Os dois ficam conversando, jantam e bebem pouco, parece que nenhum dos dois quer ficar nenhum pouco alterado.

- Acho melhor eu ir indo, moro com meu pai e ele não gosta que eu chegue tarde.
- Eu te levo, estou de carro.
- Tem certeza? Seu amigo não está te esperando?
- Não, não. – Ele ri. – Ele nunca me espera pra nada.
- Hum... Tudo bem então, vou aceitar a carona.
- Vamos. – Ele sorri.

Eles entram no seu carro e ele a leva para casa. Estaciona o carro na frente e os dois ficam se olhando um tempo dentro do carro. Olhando olhos nos olhos, ele com aqueles olhos verdes e ela com seus olhos azuis. Ele bota a mão no rosto dela e a beija.

- Desculpa... – Ela fala depois do beijo.
- O que? Por que?
- Eu acho que você não é o cara certo pra mim. Desculpa mesmo, você é legal e tudo mais, mas, acho melhor não ficarmos juntos. E daqui a pouco você vai ter que voltar para Nova York não é?
- Mas, mas... – Ele tem vontade de gritar, mas se controla. Pela primeira vez ele tinha se enrolado nas próprias mentiras. Ele podia ficar ali para sempre, mas não tem como explicar isso para ela.
- Desculpa mesmo cara, deve ter outras garotas afim de você. – Ela da um beijo em seu rosto e abre a porta do carro. – Mas se quer uma diga, não use esse cabelo arrepiado. – Ela sorri e sai do carro.

Ele se sente horrível, a pior dor que já sentiu e não sabia lidar com ela. Ele vai para o hotel e entra em seu quarto. Vê St.Jimmy deitado em uma cama.

- Se você está aqui sem ela, a essa hora... Suponho que seu encontro não tenha dado certo. – St.Jimmy solta uma risada que chega a dar arrepios em JesusOfSuburb.
- Cale a boca e vá dormir. – JesusOfSuburb apaga as luzes e se deita, tentado dormir e lidar com aquela dor que não consegue lidar.

“Nunca fui de planejar muito o futuro, nem de olhar para o passado. Será que é por isso que me fodo tanto? Mas essa garota... Ela segura meu coração como uma grana em suas mãos e pode explodi-la a qualquer momento. Afinal, quem é essa garota? Ele nem sequer lembra seu nome.”

Capítulo 3 – Eu ando só... (BOBD, Are We the Waiting, St.Jimmy e Give me Novacaine)

Alguns meses se passaram. Agora JesusOfSuburb é muito conhecido no lugar onde vive. Continua usando as mesmas roupas, com o cabelo espetado, mas agora está cheio de tatuagens e piercings pelo corpo. Mas não se sente tão feliz quanto se sentia no inicio. Tem muita saudade de casa, e de sua antiga e tediosa vida.

Ele viu alguns amigos serem presos, viu gente tendo overdoses e até pessoas que simplesmente sumiram da noite para o dia. Tunny havia sido preso e levada para um programa de desintoxicação de drogas. Algumas garotas com quem ele ficava o largavam sem dar explicações. Alem da família, agora ele também havia perdido os amigos.

“Aqui estou eu sozinho novamente, tentando compor algo, mas tudo que consigo escrever são essas palavras sem nexo. Minha vida não está como eu esperava, eu ando só...”

JesusOfSuburb estava sentado sozinho em uma escada próxima ao point onde eles ficavam a noite. Com o violão e um papel em mãos tentando compor algo, mas não conseguia. Ele fechou os olhos e sentiu o calor do sol, coisa que não sentia há muito tempo, pois trocava a noite pelo dia e dormia o dia todo. Quando ouve a voz de alguém ao seu lado.

- Olá JesusOfSuburb. – Fala a pessoa
- Oi – Responde ele, sem se quer abrir os olhos para ver quem estava ao seu lado.
- Você é bem conhecido por aqui, mas não entendo por que anda tão sozinho.
- Só estou pensando em certas coisas.
- Acredite, eu sei bem no que você está pensando... Vamos se dizer que eu penso na mesma coisa.
- Uhum – JesusOfSuburb responde com um resmungado qualquer.
- Me chamam de Santo Jimmy por aqui.
- Jimmy? Meu primeiro no é Jimmy...
- Coincidência não? – O tal St.Jimmy fala, enquanto sobe as escadas.

Quando JesusOfSuburb finalmente abre os olhos para ver quem era, ele já havia sumido. Ele ficou curioso para saber quem era, mas se conforma de que deveria ser só mais um vagabundo dali.

- Foda-se – Ele sussurra para si mesmo, levanta-se e sai.

Volta para a casa que era de Tunny, que agora é considerada sua. Mas na verdade é só uma casa abandonada com um monte de gente dormindo juntas. Ele via aquilo todos os dias, mas nesse quando chegou, olhou com uma profunda cara de nojo de tudo aquilo e de todos ali.

Em pouco tempo as pessoas começaram a esquecer o JesusOfSuburb, só falavam no tal do St.Jimmy, que ele nunca via. Ele se irritou e arrumou uma briga inútil só para chamar atenção, mas não deu muito certo.

Ele se cansou, e precisava de dinheiro para sair da li, mas não tinha. As vezes eles assaltavam alguns lugares para conseguir dinheiro, mas sempre em grupos. Agora ele não tinha um grupo. Ele pegou uma mascara, conseguiu uma arma e foi para uma loja. Quando estava quase chegando na loja, é interrompido por uma pessoa.

- O que pensa que está fazendo?
- Quem é você? Parece a minha mãe falando. Sai da minha frente.
- Não vou te impedir, vou te ajudar. – Quando a pessoa fala isso, JesusOfSuburb reconhece a voz, era a do St.Jimmy.

Eles entram na loja, era tarde da noite, não havia quase ninguém na loja. Apenas dois atendentes e um cliente. Eles pegam todo dinheiro e quando estam quase saindo um dos atendentes da loja ameaça reagir. Sem hesitar St.Jimmy dispara um tiro no peito do atendente, e sai caminhando tranqüilamente.

Os dois vão para a antiga casa de Tunny. JesusOfSuburb está feliz pela quantidade de dinheiro que conseguiu, mas está horrorizado com o que o famoso Santo Jimmy vazia. Ele vai para seu quarto e percebe que St.Jimmy o segue.

- Não precisava ter atirado nele. – Diz JesusOfSuburb com um tom de voz irritado.
- Aquilo não foi nada, esqueça. – Responde St.Jimmy com um tom irônico.
- Está bem...
- Eu sei que está cansado daqui e eu tambem estou. Eu tenho bastante dinheiro, por que não saímos por ai?
- Quem sabe... – JesusOfSuburb o olha com um olhar desconfiado.
- Vamos explorar a cidade, quem sabe outras cidades e outros estados?
- Ok, vamos então. – JesusOfSuburb aceita, afinal, não tinha nada a perder,

Eles saem com suas mochilas e todos ficam olhando-os. Eles pegam um ônibus para o outro lado da cidade. No caminho JesusOfSuburb percebe um extrema semelhança entre eles, mas acha que é bobagem, eles são muito diferentes.

Capítulo 2 - Eu sou o JesusOfSuburb! (Jesus Of Suburbia[3, 4 e 5] e Holiday)

Depois de algumas cervejas os dois já se devam muito bem. J.J. não se dava tão bem assim com ninguém a muito tempo. Ele conta sobre sua vida e seu tédio extremo. Seu novo amigo, que se autodenominava Tunny, diz que ele tem uma casa onde mora com alguns amigos, ele diz que pode conseguir drogas e algumas garotas para J.J. se divertir.

J.J. volta para casa, vê que sua mãe já chegou, ele entra correndo em casa e sobe para seu quarto, pega um mochila com algumas roupas e seu violão, mas antes de sair ele se olha no espelho do banheiro. Estava cansado de ser aquele garoto tímido que se escondia atrás de sua franja, pensa em raspar seu cabelo mas acha melhor fazer algo diferente. Pega o gel e arrepia seu cabelo. Ele já estava saindo de casa quando sua mãe o para.

- O que pensa que está fazendo?
- Vou embora, estou cansado dessa vida.
- Como assim? Para onde você vai? O que vai fazer da vida?
- Não sei e não quero saber!

Sem que sua mãe perceba ele pega a chave e o carro dela. Ele vai para casa de Tunny, se impressiona como tudo ali era sujo e cheio de lixo, mas se conforma, se quisesse viver na rua, seria daquele jeito. Logo ele já fica de olho em uma garota e após deixar suas coisas em seu quarto vai conversar com ela.

- Oi – Diz ele, sem demonstrar timides.
- Oi – A garota sorri.
- Tudo bem?
- Ótimo, e você?
- To bem...
- Há quanto tempo vive aqui?
- Ah sei lá. Não lembro ao certo... E você, é novo aqui? – Ela se aproxima dele.
- É, sou. – Percebendo que ela não quer muito conversa, mas se chega nele, ele a beija.

Os dois vão para seu quarto, ela oferece a ele algumas drogas, mas ele só aceita um cigarro e algumas cervejas. Sem muita conversa os dois continuam ficando e dormem juntos. No dia seguinte os dois, Tunny e mais alguns amigos vão ao mercadinho próximo, entram chutando tudo ao seu redor e pegando as coisas livremente, o dono e os funcionários tentam pará-los, mas eles saem. Percebendo que a policia estava a caminho eles fogem.

A noite Tunny mostra a ele um “point” onde os punks se reuniam. Era um lugar extremamente sujo, embaixo de um ponte. As paredes estavam quase todas pixadas e lá havia muitas drogas. Mas lá, ele finalmente começou a se divertir...

Capítulo 1 – Quem sou eu? (American Idiot e Jesus Of Suburbia[1 e 2])

“Olá. Meu nome é Jimmy Jesus Armstrong, alguns amigos me chama de J.J., mas odeio esse apelido. Estou no meu quarto ouvindo algumas musicas e tocando meu violão. Sou só mais um no meu de tantos, tentando entender minha vida. Eu não quero ser só mais um desses idiotas americanos. Acho ridículo o jeito como as pessoas vivem suas vidas sem dar valor às coisas, digo, aos sentimentos, aos outros, ligam apenas para seus pertences materiais. Eu tento escrever isso em uma letra para uma musica, mas é muito difícil, então simplesmente escrevo nesse papel para tentar compor algo... Isso são apenas meus pensamentos, não é um pedido de ajuda...”

J.J. é um garoto simples, com um físico mediano, bonito, normalmente usava roupas escuras e All Star, com um cabelo preto estilo emo e olhos verdes que chamam atenção das garotas. Já teve algumas namoradas, mas nunca deu certo, ele sempre as achava superficiais, ou elas o achavam chato de mais.

Era só mais um dia como qualquer outra, J.J. estava tocando violão em seu quarto. Sua mãe entra, sem bater na porta, ele já tinha dito que odiava isso e gostava de privacidade, mas ela nunca o escutava. Ela mandou ele parar de tocar o violão e ir dormir, já era tarde. Ele largou o violão, tomou um banho e foi deitar. No dia seguinte, ele acorda com o despertador do celular, mas era um sábado e ele não tinha aula, isso o irrita, ele joga seu celular longe e volta a dormir.

Acorda novamente perto das duas horas da tarde, sua mãe e Brad, seu padrasto, tinham saído. J.J. sai para comprar algo para o almoço, no caminho até um mercadinho próximo uma gang de três jovens punks começam a segui-lo. Ele nunca foi de brigar, mas sabia se defender, e sempre andava com um canivete de seu pai no bolso. A gang tenta pará-lo e ele reage com o canivete, acertando um de raspão no braço e fazendo os outros se afastarem. Ele odiava esses punks.

- O que vocês querem de mim? Eu não tenho nada que vá interessá-los. – J.J. pergunta com um tom grava de voz, quase gritando.
- Não queremos seu dinheiro. Não se lembra de mim, J.J.?
- Quem é você e como sabe meu apelido? – Ele se reconhece o rosto da pessoa, mas não se lembra exatamente quem é.

Os outros dois garotos se afastam, enquanto J.J. e esse outro misterioso “punk” se olhavam fixamente.

- Nos éramos muito amigos nos primeiros anos do colégio, mas ai você trocou de colégio e nos nunca mais nos falamos. Sempre achei que eu fosse virar o cara certinho e você o revoltado, mas acho que acabou sendo o contrario...
- Nossa, tenho uma vaga lembrança de você. Mas não sou um cara certinho...
- Hum... Podemos conversar?

O dois vão para uma lanchonete, conversam, bebem e comem alguma coisa.

JesusOfSuburb

Olá, meu nome é Renê e tenho 15 anos. Me defino como um jovem confuso, meio paranoico e melodramático. Mas esse blog não é diretamente sobre mim, é sobre as fics que escrevo.

O nome do blog já se refere a minha primera fic, JesusOfSuburb. A estória é sobre um jovem punk que foge de casa. A fic é baseada no ábum American Idiot do Green Day. As ideias não são diretamente minhas, mas eu desenvolvi a ideia e dei um toque pessoal. O padrão dos titulos é "Capítulo No. - Nome do Capítulo(Músicas que me basiei)". Para quem quiser saber mais sobre as músicas e a estória do ábum, acesse: http://migre.me/lOo7

Eu me identifico muito com o personagem principal, ele pode dizer mais sobre mim, do que sobre ele mesmo. -fikdik